sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vamos entender um pouco mais sobre AUDIODESCRIÇÃO

Definição
A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora.
(Lívia Motta)
Sobre audiodescrição:
A audiodescrição é um recurso de tecnologia assistiva que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual junto ao público de produtos audiovisuais. O recurso consiste na tradução de imagens em palavras. É, portanto, também definido como um modo de tradução audiovisual intersemiótico, onde o signo visual é transposto para o signo verbal. Essa transposição caracteriza-se pela descrição objetiva de imagens que, paralelamente e em conjunto com as falas originais, permite a compreensão integral da narrativa audiovisual. Como o próprio nome diz, um conteúdo audiovisual é formado pelo som e pela imagem, que se completam. A audiodescrição vem então preencher uma lacuna para o público deficiente visual.

A audiodescrição acontece ao mesmo tempo em que a imagem aparece na tela, entre o conteúdo verbal ou as falas do produto audiovisual, e em sincronia com outras informações sonoras deste produto, ou seja, uma risada, uma porta batendo ou um tiro. Desta forma, a audiodescrição não se sobrepõe ao conteúdo sonoro principal do filme, mas trabalha com ele no sentido de proporcionar o melhor entendimento possível de uma cena.

A audiodescrição pode ser pré-gravada, ao vivo ou simultânea. A AD pré-gravada exige um roteiro detalhado para que seja gravado em estúdio e mixado à banda de áudio do produto audiovisual. 

Geralmente, a AD pré-gravada é aquela que podemos encontrar nas salas de cinema e em alguns programas de televisão. Já a AD ao vivo, como o próprio nome diz, acontece in loco, ou seja, ela não é gravada, mas narrada no momento em que o produto audiovisual está sendo apresentado. Ela é usada em festivais de cinema, peças de teatro, óperas e espetáculos de dança. Apesar de ser ao vivo, a AD é roteirizada antes do evento cultural, e cabe ao audiodescritor-locutor acompanhar o tempo real do evento. Por último, AD simultânea também acontece ao vivo, porém sem preparação alguma. Em programas de TV ou noticiários ao vivo, por exemplo, não é possível prever o que será falado ou filmado. Assim, o roteiro não existe e o audiodescritor-locutor terá que ser hábil e rápido o suficiente para descrever imagens que lhe são apresentadas pela primeira vez.

Seja pré-gravada, ao vivo ou simultânea, a audiodescrição chega ao público deficiente visual através de fones de ouvido, como os usados na interpretação simultânea, que devem ser disponibilizados nas salas de cinema e teatro. Na televisão, o simples toque na tecla SAP ou MTS faz com que a audiodescrição fique audível para o espectador deficiente visual.

Ao visitar os sites indicados pude ver este vídeo que achei super interessante pois detalha a audiodescrição dando exemplos e ao mesmo tempo esclarece.
Com certeza aprendi um pouco mais sobre o assunto. Veja: http://www.midiace.com.br/index.php?conteudo=videos você vai aprender muito.
Apresenta como exemplos de filmes autodescritos:

·        BOLSA FAMÍILIA E CADASTRO ÚNICO
·        SR. & SRA. SMIT
·         AS VIAGENS DE GULLIVER
·         DEU A LOUCA NA CINDERELA
           Observa-se que este é um recurso muito importante, colabora com o aluno no que se refere à convivência social e o faz sentir-se bem diante das dificuldades acrescentando muito em seu aprendizado.
             
            Um outro exemplo importante é o que está na Nota Técnica Nº 21 / 2012 / MEC / SECADI /DPEE, uma  tirinha da Mônica com a descrição quadro a quadro. Uma ótima sugestão para trabalhar com todos os alunos.
                                                                                                     
Legenda: história em quadrinhos da Turma da Mônica, de Maurício de Souza, com a personagem Magali.
Descrição: a história em quadrinhos, composta por nove quadros, apresenta Magali, menina morena com cabelos pretos curtos e vestido amarelo. A cena se passa em um parque, em dia de sol. Além de Magali, participam também desta história em 7 quadrinhos, seu pai, um homem magro, com cabelos quadrinhos, seu pai, um homem magro, com cabelos louros repartidos de lado, camiseta polo branca com gola e punhos azuis e calça preta. há também vendedores de picolé, pipoca, pastel, sorvete e algodão doce. As falas dela e do pai aparecem dentro de balões.
Q1 – Magali chega correndo com os braços abertos perto do carrinho amarelo de picolés, com guarda-sol vermelho. Atrás dela, uma nuvenzinha branca de poeira. O vendedor com camiseta lilás está com o braço apoiado no carrinho. Ela diz sorridente: Oba!! picolé!

Q2 – Magali sai correndo chupando quatro picolés de uma vez só. Em volta de sua cabeça, algumas gotinhas de saliva e acima de sua cabeça o barulho das lambidas: Slep, slep. Atrás dela, seu pai, paga o sorveteiro com uma nota.

Q3 – Magali joga os palitos de picolé na lixeira, chega perto de um carrinho de pipoca e diz: Oba! Pipoca!! O vendedor de camiseta vermelha, segurando no carrinho de pipoca, olha para ela sorridente. Logo atrás dela, vem chegando seu pai.

Q4 – O pai paga ao vendedor de pipoca e Magali sai apressada, segurando um saquinho vermelho e comendo pipoca. Atrás dela, uma nuvenzinha branca de poeira. Em cima de sua cabeça um balãozinho com os barulhos que ela faz para comer: Chomp, chomp, chomp.

Q5 – Magali, apressada, atira o saquinho amassado de pipoca na lixeira e diz: Oba!! Pastel!! Seu pai vem correndo atrás dela. Perto dele, uma nuvenzinha branca de poeira.

Q6 –Enquanto seu pai, com a língua de fora, paga ao vendedor de pastéis, que está dentro de um quiosque verde, Magali sai apressada com dois pasteis na mão. Vê um sorveteiro com camiseta azul empurrando o carrinho de sorvetes e diz:Oba!! Oba!!

Q7 –Magali anda chupando três sorvetes de casquinha, um lilás, outro verde e outro rosa, e diz: Sorvete!! Seu pai vem apressado atrás dela segurando os dois bolsos da calça vazios. Sobre sua cabeça algumas gotinhas de suor e atrás dele uma nuvenzinha branca.

Q8 –O pai abre os braços sorridente e diz: Oba! Oba! Ela com um sorvete na mão e jogando uma casquinha na lixeira, vira-se para ele espantada e pergunta: Ué! O que foi?


Q9 –O pai, com os braços abertos e algumas gotas de suor em torno desua cabeça, diz aliviado em frente a um carrinho de algodão doce: Acabou a história! Ela olha espantada para o carrinho, ainda com um sorvete na mão. O vendedor de camiseta vermelha empurrando o carrinho amarelo também olha espantado para eles. No canto esquerdo inferior, a palavra FIM.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Jogos para alunos com deficiencia intelectual



Pesquisando sobre Jogos para alunos com deficiência intelectual, encontrei vários, alguns que já conhecia, outros que ainda não. Dentre os que ainda não conhecia, encontrei este que achei muito interessante e que com certeza vou confeccionar:
                                                             
  CESTA DE PASTÉIS 

 
Estimula:
Discriminação tátil, estabelecimento do conceito de igual e diferente.

Descrição:
Círculos de tecidos variados, com aproximadamente 1,0cm de diâmetro, dobrados ao meio e costurados em forma de pastéis.
Cada par de “pastéis’ do mesmo tecido está recheado com os seguintes materiais: flocos de espuma, bolinhas de isopor, palha, tampas de creme dental, etc.

Exploração:
-Com os olhos vendados, só com o uso do tato agrupar os dois pastéis que contêm o mesmo recheio. Após a discriminação correta, os pastéis da mesma cor deverão estar juntos, permitindo assim que a própria criança veja se acertou, pois, se foi feita a associação dos dois pastéis com o mesmo recheio, os dois serão da mesma cor.

Veja nas página abaixo
http://jucienebertoldo.files.wordpress.com/2013/03/o-lc3badico-e-deficiente-intelectual.pdf (O livro com diversas sugestões)
http://artesanato-dona-arte.blogspot.com.br/2012/02/cesta-de-pasteis-em-tecido-com-molde.html (o molde)

E veja ainda outros tipos na página a seguir:
http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/2013/03/materiais-para-deficiencia-intelectual.html

Ou ainda veja o livro:
 Criar para Brincar
A Sucata como Recurso Pedagógico: Atividades para a Psicomotricidade
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 190
Editor: Diversos
ISBN: 9788572170901
Idioma: Português do Brasil
(http://www.wook.pt/ficha/criar-para-brincar/a/id/178669)

domingo, 6 de outubro de 2013

Novidades sobre atividades para alunos com necessidades especiais.

Compartilhei ainda a pouco um link sobre Técnica para trabalhar as habilidades motoras finas assim como a coordenação olho-mão e o início escrita no facebook. Achei super interessante e não pude deixar de compartilhar com vocês. 
Aqui tem só alguns modelos. Se clicar no link abaixo vai ver muito mais!!!
http://silvanapsicopedagoga.blogspot.com.br/2012/06/atividades-para-coordenacao-motora-fina.html?spref=fb

Atividades para Coordenação Motora Fina


Rastreamento é uma técnica simples para ajudar as crianças na coordenação motora fina. A técnica trabalha as habilidades motoras finas como a coordenação olho-mão e o início escrita.

A técnica é bastante simples. Você deve dar a cada criança pelo menos três cores diferentes de lápis de cor para formas, números e  letras de forma para realização da técnica de rastreamento.


Técnica rastreamento da primeira letra do nome do aluno com ajuda do pontilhado.



As crianças começam por traçar com o dedo
Em seguida, as crianças usam uma cor de lápis e traçar os contornos. Em seguida, as crianças usam a segunda cor para rastreá-lo novamente. Em seguida, eles usam a cor de terceiros para traçar os contornos mais uma vez.

-Separar objetos pequenos por cores.trabalhar o movimento pinça fina com o dedo indicador e polegar.
 
- objetos pequenos para trabalhar movimentos finos.Treinar os números e associar a quantidade.
 
- Trabalhar os movimentos finos como alinhavo,tecelagem (com a tela talagarça) ou uma cesta com fita ou emborrachado.


- Trabalhar força dos dedos indicador e polegar (abrir/fechar o pregador de roupa) para pegar objetos pequenos como bolinhas de pompom ou algodão.Mão dominante (destro ou canhoto)não tem necessita os dois lados apenas a de preferência manual do aluno.


Cartelas plastificada de pontilhados (passar o dedinho em cima,tinta ou canetinha)
Colorir com canetinha,giz de cera ou tinta moldes vazados
Placas de madeira com as letras do alfabeto(passar o dedinho ou palitinho com imã) palitinho com imã)
-Alinhavo com canudinho
-Brincadeiras com receitas de massinha caseira
-Pintura
-Brincadeiras com Massinha e contornar as cartelas plastificadas com as figuras geométricas e depois pode fazer cartelas de letras,números ou desenhos.

Teste a sua destreza dos dedos virando um "flipper" em uma caixa.
Fortalecimento dos dedos para abrir o elástico é colocar ao redor da bola.Trabalha o planejamento motor, olho-mão, e atividade integração bilateral.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Tecnologia Assistiva é um instrumento de suma importância para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais.O que me chama a atenção são os materiais para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da casa escrever, utilizar o computador, etc. São atividades que parecem simples mas, que são fundamentais para toda e qualquer pessoa (deficientes ou não).
Aqui você vai encontrar vários modelos de tecnologia assistiva: https://www.google.com.br/search?q=tecnologia+assistiva&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=X15NUpCJIZLy9gSDuoCwAw&ved=0CD0QsAQ&biw=1280&bih=709&dpr=1#facrc=_&imgdii=_&imgrc=Du29HjdnCJONBM%3A%3BdBZAUX9ihcnP7M%3Bhttp%253A%252F%252Ftrocadeideias.pbworks.com%252Ff%252Fa.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Ftrocadeideias.pbworks.com%252Fw%252Fpage%252F22485680%252FTecnologia%252520Assistiva%3B390%3B293
CONFIRA!!!





         


    





Acho que vale a pena ler um pouco mais sobre tecnologia assistiva, afinal são instrumentos que nos possibilitam um melhor trabalho no nosso dia a dia.
Leiam neste blog e, se preferir visitem a página de onde este texto foi retirado, pois lá vc vai encontrar muito mais: http://www.assistiva.com.br/tassistiva.html#topo

Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.
É também definida como "uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências" (Cook e Hussey • Assistive Technologies: Principles and Practices • Mosby – Year Book, Inc., 1995).
ConceitoNo Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela PORTARIA N° 142, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2006 propõe o seguinte conceito para a tecnologia assistiva: "Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).
O termo Assistive Technology, traduzido no Brasil como Tecnologia Assistiva, foi criado em 1988 como importante elemento jurídico dentro da legislação norte-americana conhecida comoPublic Law 100-407 e foi renovado em 1998 como Assistive Technology Act de 1998 (P.L. 105-394, S.2432). Compõe, com outras leis, o ADA - American with Disabilities Act, que regula os direitos dos cidadãos com deficiência nos EUA, além de prover a base legal dos fundos públicos para compra dos recursos que estes necessitam.
Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.
  • Recursos
    Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.
  • Serviços
    São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos.
    Os serviços de Tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como:
  • Fisioterapia
  • Terapia ocupacional
  • Fonoaudiologia
  • Educação
  • Psicologia
  • Enfermagem
  • Medicina
  • Engenharia
  • Arquitetura
  • Design
  • Técnicos de muitas outras especialidades
Encontramos também terminologias diferentes que aparecem como sinônimos da Tecnologia Assistiva, tais como “Ajudas Técnicas”, “Tecnologia de Apoio“, “Tecnologia Adaptativa” e “Adaptações”.

Proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.

A classificação abaixo, foi construída com base nas diretrizes gerais da ADA, porém não é definitiva e pode variar segundo alguns autores.
A importância das classificações no âmbito da tecnologia assistiva se dá pela promoção da organização desta área de conhecimento e servirá ao estudo, pesquisa, desenvolvimento, promoção de políticas públicas, organização de serviços, catalogação e formação de banco de dados para identificação dos recursos mais apropriados ao atendimento de uma necessidade funcional do usuário final.
1Auxílios para a vida diária
Materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da casa etc.
2CAA (CSA)
Comunicação aumentativa (suplementar) e alternativa
Recursos, eletrônicos ou não, que permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com limitações da mesma. São muito utilizadas as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou Bliss além de vocalizadores e softwares dedicados para este fim.
3Recursos de acessibilidade ao computador
Equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com deficiência a usarem o computador.
4Sistemas de controle
de ambiente
Sistemas eletrônicos que permitem as pessoas com limitações moto-locomotoras, controlar remotamente aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e arredores.
5Projetos arquitetônicos para acessibilidade
Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência.
6Órteses e
próteses
Troca ou ajuste de partes do corpo, faltantes ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros recurso ortopédicos (talas, apoios etc.). Inclui-se os protéticos para auxiliar nos déficits ou limitações cognitivas, como os gravadores de fita magnética ou digital que funcionam como lembretes instantâneos.
7Adequação Postural
 
Adaptações para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão na superfície da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatômicos), bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura adequada do corpo através do suporte e posicionamento de tronco/cabeça/membros. 
8
Auxílios
de mobilidade
Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.
9
Auxílios para cegos ou com visão subnormal
Auxílios para grupos específicos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publicações etc.
10Auxílios para surdos ou com déficit auditivo
Auxílios que inclui vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado — teletipo (TTY), sistemas com alerta táctil-visual, entre outros.
11Adaptações em veículos
Acessórios e adaptações que possibilitam a condução do veículo, elevadores para cadeiras de rodas, camionetas modificadas e outros veículos automotores usados no transporte pessoal.
Símbolos de Comunicação Pictórica • Picture Communication Symbols (PCS)
© 1981-2009 Mayer-Johnson, LLC. Todos os direitos reservados.


A Tecnologia Assistiva visa melhorar a FUNCIONALIDADE de pessoas com deficiência. O termo funcionalidade deve ser entendido num sentido maior do que habilidade em realizar tarefa de interesse.
Segundo a CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, o modelo de intervenção para a funcionalidade deve ser BIOPSICOSSOCIAL e diz respeito à avaliação e intervenção em:
  • Funções e estruturas do corpo - DEFICIÊNCIA
  • Atividades e participação - Limitações de atividades e de participação.
  • Fatores Contextuais - Ambientais e pessoais
Para conhecer melhor a CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade e os conceitos emitidos pela OMS - Organização Mundial da Saúde, clique em www.deb.min-edu.pt/fichdown/ensinoespecial/CIF1.pdf


1. Funções e Estruturas do Corpo e Deficiências
Definições:
• Funções do Corpo são as funções fisiológicas dos sistemas orgânicos (incluindo as funções psicológicas).
• Estruturas do Corpo 
são as partes anatômicas do corpo, tais como, órgãos, membros e seus componentes.
• Deficiências são problemas nas funções ou na estrutura do corpo, como um desvio importante ou uma perda.
2. Atividades e Participações / Limitações de Atividades e Restrições de Participação
Definições:
• Atividade é a execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo.
• Participação é o envolvimento numa situação da vida.
• Limitações de Atividades são dificuldades que um indivíduo pode encontrar na execução de atividades.
• Restrições de Participação são problemas que um indivíduo pode experimentar no envolvimento em situações reais da vida.
3. Fatores Contextuais
Representam o histórico completo da vida e do estilo de vida de um indivíduo. Eles incluem dois fatores - Ambientais e Pessoais - que podem ter efeito num indivíduo com uma determinada condição de saúde e sobre a Saúde e os estados relacionados com a saúde do indivíduo.
• Fatores Ambientais:Constituem o ambiente físico, social e atitudinal no qual as pessoas vivem e conduzem sua vida. Esses fatores são externos aos indivíduos e podem ter uma influência positiva ou negativa sobre o seu desempenho, enquanto membros da sociedade, sobre a capacidade do indivíduo para executar ações ou tarefas, ou sobre a
função ou estrutura do corpo do indivíduo.
• Fatores Pessoais:
São o histórico particular da vida e do estilo de vida de um indivíduo e englobam as características do indivíduo que não são parte de uma condição de saúde ou de um estado de saúde. Esses fatores podem incluir o sexo, raça, idade, outros estados de saúde, condição física, estilo de vida, hábitos, educação recebida, diferentes maneiras de enfrentar problemas, antecedentes sociais, nível de instrução, profissão, experiência passada e presente, (eventos na vida passada e na atual), padrão geral de comportamento, caráter, características psicológicas individuais e outras características, todas ou algumas das quais podem desempenhar um papel na incapacidade em qualquer nível. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Recebi hoje um email riquissimo da minha querida Marilene da DEE, sobre deficiencia visual. Leia, copie, curta, compartilhe, enfim, aproveite o máximo. É so clicar no link abaixo:
http://professoramarciavaleria.blogspot.com.br/2010/11/atendimento-pedagogico-ao-aluno-com.html

domingo, 8 de setembro de 2013

Tecnologia assistiva

Cada tecnologia assitiva que conheço me encanta mais, pois elas facilitam muito a vida de nossos queridos alunos e de todos aqueles que tem necessidades especiais.
Eu ví alguns exemplos neste endereço: http://smedaraucaria.blogspot.com.br/2011/08/tecnologia-assistiva-e-comunicacao.html

E também encontrei este livro que nos ensina sobre a TA (Tecnologia Assistiva). Veja e faça o download. http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/publicacoes/livro-tecnologia-assistiva.pdf

Olha só encontrei no site do MEC este que com certeza vai nos auxiliar muito. Não esqueça de salvar pra futuras necessidades.
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/rec_adaptados.pdf

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Francisca das Chagas de Carvalho Oliveira

         O papel do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) é de suma importância para o bom funcionamento do AEE e isto eu pude compreender melhor a partir dos estudos feitos nesta especialização e desde que vim trabalhar na SRM. Eu aprendi que o professor de AEE é importante para o aprendizado do aluno, é apoio para os professores da sala regular e para a família assim como para a escola como um todo. É o professor de AEE que muitas vezes intermedia a família para um atendimento com o PSF ou até mesmo com fonoaudiólogo, etc. (vai depender das parcerias deste), ou seja, é de uma responsabilidade muito grande o papel do professor de AEE.  
” O professor do atendimento educacional especializado deve propor atividades que contribuam para a aprendizagem de conceitos, além de propor situações vivenciais que possibilitem esse aluno organizar o seu pensamento. Esse atendimento deve se fundamentar em situações-problema, que exijam que o aluno utilize seu raciocínio para a resolução de um determinado problema.
Para desenvolver o AEE, é imprescindível que o professor conheça seu aluno e suas particularidades para além da sua condição cognitiva. O trabalho do professor do AEE é ajudar o aluno com deficiência intelectual a atuar no ambiente escolar e fora dele, considerando as suas especificidades cognitivas. Especificidades que dizem respeito principalmente à relação que ele estabelece com o conhecimento que promove sua autonomia intelectual.
É função do professor do AEE organizar situações que favoreçam o desenvolvimento do aluno com deficiência intelectual e que estimulem o desenvolvimento cognitivo e da aprendizagem.
É também seu papel produzir materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas desses alunos na sala de aula do ensino regular. Esse trabalho deve se realizar focalizando as atitudes do aluno diante da aprendizagem e propiciar o desenvolvimento de ferramentas intelectuais que facilitarão sua interação escolar e social.
No trabalho do AEE, o professor exerce um papel importante na construção do conhecimento do aluno. O aluno com deficiência intelectual constrói conhecimentos exercitando sua atividade cognitiva que é estimulada pela intervenção intencional desse professor”.
         Quanto à importância do estudo de caso para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, e uma necessidade suprida a partir do momento que você faz a história de vida com a pessoa responsável pelo(a) aluno(a) e monta o seu estudo de caso, pois te dá a oportunidade de conhecer o aluno e saber de suas dificuldades e potencialidades, dando assim as pistas para preparar um bom plano e executar de maneira satisfatória para o melhor aprendizado deste aluno.
         O plane de AEE, conforme foi citado no parágrafo anterior, e montado a partir do estudo de caso e facilita o trabalho no que se refere a forma de trabalhar já tendo pronto as propostas de atividades e recursos a serem utilizados na aula e como consequência o aluno aprende mais e melhor.
         Enfim, o estudo de caso e o plano de AEE junto com a disposição do professor em cumprir realmente o seu papel, são recursos fundamentais para um bom funcionamento da sala de AEE.