Vamos entender um pouco mais sobre AUDIODESCRIÇÃO
Definição
A audiodescrição é um recurso
de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual
em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de
TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança;
eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas,
seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação
sonora.
(Lívia
Motta)
Sobre audiodescrição:
A
audiodescrição é um recurso de tecnologia assistiva que permite a inclusão de
pessoas com deficiência visual junto ao público de produtos audiovisuais. O
recurso consiste na tradução de imagens em palavras. É, portanto, também
definido como um modo de tradução audiovisual intersemiótico, onde o signo
visual é transposto para o signo verbal. Essa transposição caracteriza-se pela
descrição objetiva de imagens que, paralelamente e em conjunto com as falas
originais, permite a compreensão integral da narrativa audiovisual. Como o
próprio nome diz, um conteúdo audiovisual é formado pelo som e pela imagem, que
se completam. A audiodescrição vem então preencher uma lacuna para o público
deficiente visual.
A
audiodescrição acontece ao mesmo tempo em que a imagem aparece na tela, entre o
conteúdo verbal ou as falas do produto audiovisual, e em sincronia com outras
informações sonoras deste produto, ou seja, uma risada, uma porta batendo ou um
tiro. Desta forma, a audiodescrição não se sobrepõe ao conteúdo sonoro
principal do filme, mas trabalha com ele no sentido de proporcionar o melhor
entendimento possível de uma cena.
A
audiodescrição pode ser pré-gravada, ao vivo ou simultânea. A AD pré-gravada
exige um roteiro detalhado para que seja gravado em estúdio e mixado à banda de
áudio do produto audiovisual.
Geralmente, a AD pré-gravada é aquela que podemos
encontrar nas salas de cinema e em alguns programas de televisão. Já a AD ao
vivo, como o próprio nome diz, acontece in loco, ou seja, ela não é gravada,
mas narrada no momento em que o produto audiovisual está sendo apresentado. Ela
é usada em festivais de cinema, peças de teatro, óperas e espetáculos de dança.
Apesar de ser ao vivo, a AD é roteirizada antes do evento cultural, e cabe ao
audiodescritor-locutor acompanhar o tempo real do evento. Por último, AD
simultânea também acontece ao vivo, porém sem preparação alguma. Em programas
de TV ou noticiários ao vivo, por exemplo, não é possível prever o que será
falado ou filmado. Assim, o roteiro não existe e o audiodescritor-locutor terá
que ser hábil e rápido o suficiente para descrever imagens que lhe são
apresentadas pela primeira vez.
Seja
pré-gravada, ao vivo ou simultânea, a audiodescrição chega ao público
deficiente visual através de fones de ouvido, como os usados na interpretação
simultânea, que devem ser disponibilizados nas salas de cinema e teatro. Na
televisão, o simples toque na tecla SAP ou MTS faz com que a audiodescrição
fique audível para o espectador deficiente visual.
Ao visitar os
sites indicados pude ver este vídeo que achei super interessante pois detalha a
audiodescrição dando exemplos e ao mesmo tempo esclarece.
Com certeza
aprendi um pouco mais sobre o assunto. Veja: http://www.midiace.com.br/index.php?conteudo=videos você vai aprender muito.
Apresenta como
exemplos de filmes autodescritos:
· BOLSA FAMÍILIA E CADASTRO ÚNICO
· SR. & SRA. SMIT
· AS VIAGENS DE GULLIVER
· DEU A LOUCA NA CINDERELA
Observa-se que este é um recurso muito importante,
colabora com o aluno no que se refere à convivência social e o faz sentir-se bem
diante das dificuldades acrescentando muito em seu aprendizado.
Um outro exemplo importante é o que está na Nota Técnica Nº 21 / 2012 / MEC / SECADI /DPEE, uma
tirinha da Mônica com a descrição quadro a quadro. Uma ótima sugestão
para trabalhar com todos os alunos.
Legenda: história em quadrinhos da Turma da
Mônica, de Maurício de Souza, com a personagem Magali.
Descrição: a história em quadrinhos, composta por
nove quadros, apresenta Magali, menina morena com cabelos pretos curtos e
vestido amarelo. A cena se passa em um parque, em dia de sol. Além de Magali,
participam também desta história em 7 quadrinhos, seu pai, um homem magro, com
cabelos quadrinhos, seu pai, um homem magro, com cabelos louros repartidos de
lado, camiseta polo branca com gola e punhos azuis e calça preta. há também
vendedores de picolé, pipoca, pastel, sorvete e algodão doce. As falas dela e
do pai aparecem dentro de balões.
Q1 – Magali
chega correndo com os braços abertos perto do carrinho amarelo de picolés, com
guarda-sol vermelho. Atrás dela, uma nuvenzinha branca de poeira. O vendedor
com camiseta lilás está com o braço apoiado no carrinho. Ela diz sorridente:
Oba!! picolé!
Q2 – Magali
sai correndo chupando quatro picolés de uma vez só. Em volta de sua cabeça,
algumas gotinhas de saliva e acima de sua cabeça o barulho das lambidas: Slep,
slep. Atrás dela, seu pai, paga o sorveteiro com uma nota.
Q3 – Magali
joga os palitos de picolé na lixeira, chega perto de um carrinho de pipoca e
diz: Oba! Pipoca!! O vendedor de camiseta vermelha, segurando no carrinho de
pipoca, olha para ela sorridente. Logo atrás dela, vem chegando seu pai.
Q4 – O pai
paga ao vendedor de pipoca e Magali sai apressada, segurando um saquinho
vermelho e comendo pipoca. Atrás dela, uma nuvenzinha branca de poeira. Em cima
de sua cabeça um balãozinho com os barulhos que ela faz para comer: Chomp,
chomp, chomp.
Q5 – Magali,
apressada, atira o saquinho amassado de pipoca na lixeira e diz: Oba!! Pastel!!
Seu pai vem correndo atrás dela. Perto dele, uma nuvenzinha branca de poeira.
Q6 –Enquanto
seu pai, com a língua de fora, paga ao vendedor de pastéis, que está dentro de
um quiosque verde, Magali sai apressada com dois pasteis na mão. Vê um
sorveteiro com camiseta azul empurrando o carrinho de sorvetes e diz:Oba!!
Oba!!
Q7 –Magali
anda chupando três sorvetes de casquinha, um lilás, outro verde e outro rosa, e
diz: Sorvete!! Seu pai vem apressado atrás dela segurando os dois bolsos da
calça vazios. Sobre sua cabeça algumas gotinhas de suor e atrás dele uma
nuvenzinha branca.
Q8
–O pai abre os braços sorridente e diz: Oba! Oba! Ela com um sorvete
na mão e jogando uma casquinha na lixeira, vira-se para ele espantada e
pergunta: Ué! O que foi?
Q9 –O pai, com
os braços abertos e algumas gotas de suor em torno desua cabeça, diz aliviado
em frente a um carrinho de algodão doce: Acabou a história! Ela olha espantada
para o carrinho, ainda com um sorvete na mão. O vendedor de camiseta vermelha
empurrando o carrinho amarelo também olha espantado para eles. No canto
esquerdo inferior, a palavra FIM.